O sentimento oceânico entre a psicanálise e a psicodelia

João Victor Ferraz Meira, Daniel Menezes Coelho

Resumo


O presente trabalho analisa o conceito freudiano de “sentimento oceânico” – que se refere ao transe a o êxtase – à luz da psicanálise e da psicodelia. Entendendo que as experiências são contextuais, entre o individual e o coletivo, o artigo busca propor que as experiências de estados alterados (ou alternativos) de consciência foram impossibilitadas pelo Ocidente, movimento que tem a ver com o proibicionismo, com a caça às bruxas (e a colonização) e a filosofia platônica. Propomos a incidência dessa história nos rastros das teorizações freudianas, buscando positivar o sentimento oceânico tendo em vista a psicodelia como resgate dos estados alternativos de consciência no Ocidente.

Palavras-chave


Sentimento oceânico; psicanálise; psicodelia

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